Mestre Joselias e o artesanato de madeira que precisavam de um impulso em Chã da Alegria

A Agência de Empreendedorismo de Pernambuco ofereceu financiamento quando o artesão tinha seu ateliê, mas ainda não contava com matéria-prima suficiente

Carrinhos de madeira feitos pelo Mestre Joselias.

Seguindo o verde dos canaviais, paisagem conhecida para quem costuma pegar a estrada rumo à Zona da Mata pernambucana, chegamos ao município de Chã da Alegria. Desta cidade, mais precisamente do ateliê do Mestre Joselias, são importados diversos artesanatos de madeira para outros estados do país e para fora do Brasil. Dos carrinhos mais básicos, que despertam uma nostalgia infantil, até as réplicas mais detalhadas de grandes ícones automotivos vendidos majoritariamente para colecionadores, o recém-empreendedor sabe adequar seus produtos às demandas dos clientes.

“A AGE chegou na minha vida em um momento muito importante. No momento mais importante. Eu tinha um ateliê pronto, mas não tinha a matéria-prima para trabalhar,” contou, lembrando que buscava alguma empresa, banco ou órgão que financiasse seu trabalho, pesquisou na internet e encontrou os dados da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco. Inicialmente, Joselias confessou se sentir inseguro com a novidade, afinal nunca havia feito um empréstimo, mas acabou atraído pelas condições e pelo bom atendimento. “O Financiamento é muito bom, a juros baixos. Eu fiquei muito feliz porque foi até mais do que eu esperava. Foi um valor alto, para ser o primeiro empréstimo”, afirmou.

O Mestre Joselias começou sua história com os brinquedos de madeira ainda na infância, embora tenha demorado para tornar o seu hobby monetizado. Pela simplicidade da vida que vivia, ele fazia seus próprios bonecos, carrinhos, e o que mais a imaginação permitisse. Para si e para seus amigos, de forma mais rústica e manual. Algumas décadas depois, quando o mundo enfrentou a pandemia de Covid-19, ele trabalhava como cobrador de ônibus, mas decidiu se afastar por medo de ser contaminado pela doença. A partir daí o artesanato passa a ser algo levado a sério, ter seu tempo dedicado e virar fonte de renda e projetos socioculturais para a juventude da região.

Com o valor agregado através da AGE, Joselias comprou madeira – sempre de reflorestamento – e conseguiu contratar mão de obra para ajudá-lo no trabalho. Atualmente, ele expõe em grandes feiras de artesanato, como a Fenearte, a maior da América Latina.

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